Qual é a influência do dólar na economia brasileira?

26/06/2018 Finanças
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Alta da inflação

 

Em geral, o brasileiro de classe média é o primeiro a sentir os impactos da alta do dólar, visto que ele puxa a inflação do país para cima. Isso acontece porque boa parte das matérias-primas brasileiras são importadas e, como consequência da alta do dólar, diversos itens do cotidiano sofrem aumento de preço — é o caso da gasolina, pão e até mesmo macarrão. Os itens que são produzidos dentro do País também sofrem um acréscimo, como o café, soja, açúcar, carne e milho. Com o dólar em alta, vender o produto mais caro dentro do próprio Brasil faz com que o produtor receba mais por ele do que ao exportá-lo. Mas é claro que há também um aumento nas exportações, o que auxilia no equilíbrio da balança comercial para o País.

Encarecimento de viagens ao exterior

O brasileiro da classe média é aquele que, para viajar ao exterior, vive uma realidade dura de poupar por longos meses até conseguir bancar sua viagem. Com o dólar em alta, este tipo de viagem fica ainda mais cara, e a possibilidade de que ela realmente aconteça se torna menor.

Aumento de transações com o euro

Com o dólar em alta, um benefício para a economia brasileira diz respeito ao aumento de transações realizadas com o euro — visto que as negociações com a moeda se tornam muito mais atrativas neste cenário.

Dificuldade em manter o real estabilizado

O dólar lá em cima reflete em maior dificuldade para o governo brasileiro em manter o real valorizado frente a outras moedas, principalmente em relação as moedas de nossos países vizinhos — como é o caso do peso chileno (Chile), peso argentino (Argentina), novo sol (Peru) e bolivianos (Bolívia).

Quem ganha e quem perde com a alta do dólar?

Basicamente, saem beneficiadas com a alta do dólar as empresas de turismo doméstico (ou seja, que vendem destinos nacionais), empresas que vendem para o mercado interno (já que evitam a concorrência dos importados), as exportadoras e a própria balança comercial. Por outro lado, perdem espaço as empresas importadoras, instituições que tenham dívidas internacionais negociadas em dólar e o consumidor final — o que também inclui brasileiros vivendo no exterior e indivíduos que fizeram compras fora do país com o cartão de crédito.