16 anos Cegente/CCLi

23/09/2019 Pessoas
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“16 anos de Conexões!” foi marcado pelo tema Aprender a Aprender

Com dois palestrantes especialistas em educação, o evento que celebrou o aniversário de 16 anos das empresas CCLi Consultoria Linguística e Cegente Educação Corporativa

 

Nesse último dia 19, o Teatro Paulo Moura, de São José do Rio Preto (SP), recebeu cerca de 900 pessoas em comemoração do aniversário de 16 anos das empresas CCLi Consultoria Linguística e Cegente Educação Corporativa. Com o tema Aprender a Aprender, o evento “16 anos de Conexões!” foi marcado por dois incríveis palestrantes: o educador Professor José Pacheco e a neurocientista Doutora Carla Tieppo.

Como de praxe nos encontros promovidos pelo Cegente e CCLi, sempre com momentos de networking, a edição desse ano começou às 18h30 e contou com um coffee break ideal para os empresários que buscam novas parcerias e futuros negócios.

No palco do teatro, a abertura ficou a cargo de Ana Carolina Verdi Braga, diretora do Cegente, e Daniel Rodrigues, diretor da CCLi, que ao lado do Prefeito Edinho Araújo. "A gente sempre comemora trazendo conteúdo de alto nível, além de reunir os amigos, parceiros e clientes, para poder ajudar no desenvolvimento da nossa cidade e da região”, compartilhou Ana.

 

Aprender a Aprender marcou a noite logo na abertura do evento

Sobre o tema escolhido para esse ano, Ana deixou bem claro: "Tem a ver com a nossa essência e com o nosso propósito: a educação.” Nada mais adequado, pois tanto o Cegente, quanto a CCLi, promovem mais conhecimento e oportunidades aos seus alunos por meio de seus cursos, consultorias e eventos. Aprender a Aprender, portanto, é uma competência essencial para as pessoas que enfrentam o mar de informações vindas com o avanço tecnológico. A diretora do Cegente completa: "Devemos Aprender a Aprender, aprender a sermos flexíveis, aprender a mudar com a velocidade que as coisas acontecem pelo mundo”.

Daniel Rodrigues compartilha sua visão sobre negócios, complementando que “aprender a aprender é uma competência essencial para qualquer ser humano que quiser dar conta de viver o mundo de hoje, quem dirá então o mundo que está por vir, cada vez mais instável, mais volátil, mais ambíguo e mais incerto."

O prefeito Edinho Araújo, presente pela terceira vez no aniversário da CCLi e do Cegente, destacou a evolução que vê no mundo, cada vez mais ágil: "Antigamente, a história se escrevia a cada 100 anos. Hoje, a história se escreve a cada dez anos. Há quem diga que futuramente será escrita em um tempo muito menor."

 

“Aprender em comunidade” arrancou aplausos de todos os presentes

A primeira palestra da noite "Aprender em Comunidade", do Professor José Pacheco, começou de uma forma inusitada. Já se explicando que não faz o uso de apresentação de slides e muito menos de um roteiro, o fundador da Escola da Ponte contou que, para ele, o modelo hierárquico das escolas tradicionais não é o ideal para uma educação transformadora e libertadora. "A minha carreira como educador começa na década de 70, quando acreditava ser competente ao dar aula. Mas eu me perguntava: ‘por que eu dou aula tão bem dada, tão bem planejada, com bons materiais e há sempre alunos que reprovam?’".

Respondendo à sua própria pergunta, Pacheco explica que entendeu que não se tratava só de educar: "Percebi que não tinha dado certo a educação da forma que havia sendo feita. Ou seja, se eu continuasse a ensinar dessa forma, com o 'a, e, i, o, u' ou 'pa, pe, pi, po, pu’, os alunos continuariam analfabetos. Então, tudo passou do campo da pedagogia para o campo da ética."

Intitulando-se como utópico, José Pacheco conduziu a sua palestra com muita interação. Por não estar preso ao roteiro, ele apenas pediu para que a plateia fizesse perguntas para que, dessa forma, ele pudesse entregar um conteúdo que realmente estivesse alinhado ao que queriam as pessoas presentes no evento. Quando questionado sobre o modelo atual das escolas, Pacheco foi incisivo: "Quando falamos escola, o que vem à mente? Um edifício. Escola não é isso. Escolas são pessoas. E aí que está a mudança."

Pacheco defende que cada aluno conte com um projeto educacional específico e individual, com o conteúdo esperado de ser aprendido, mas alinhado aos seus interesses particulares. Para isso acontecer, o educador destaca um método mais que necessário: o vínculo entre o educador e o aluno. “Aprendizagem acontece quando há sentido, quando há vínculo. É preciso que cada um tenha direito de explorar seus talentos”. Ao fim de sua palestra, José Pacheco pôde ver todo o teatro, em pé e emocionado, com uma longa e enérgica salva de palmas.

 

“Neurociência Aplicada à Aprendizagem: entre a técnica e a biologia” mostra como e por que aprendemos

O evento foi seguido pela apresentação da Doutora Carla Tieppo, que trouxe um conteúdo intrigante sobre como a mente humana funciona frente aos novos aprendizados. Nosso cérebro funciona a partir de novos comportamentos e o ditado "é errando que se aprende" é o motor que faz com que aprendemos habilidades.

Mas esse processo não trata somente de processos lógicos e racionais. “Ao estudar profundamente o que é emoção na dinâmica de funcionamento cerebral ela é uma das informações mais valiosas porque é quem diz para o cérebro quais tarefas precisam ser executadas. É a emoção que prioriza e que qualifica o que armazenamos na memória. A cola da memória e do aprendizado é a emoção!"

Por falar em qualificação, Carla também contou que uma boa liderança é aquela que está disposta a sentir com a sua equipe, que faz parte da equipe de colaboradores e questiona o resultado de cada projeto e como este posicionamento move a cultura de uma empresa: “Um líder precisa refletir: 'O que a gente conseguiu? Onde a gente errou? Onde a gente acertou? Como podemos ser melhores?' Ele deve valorizar as emoções dos seus liderados, pois elas que fazem a empresa faturar e é assim que ele aprende o que pensa cada um, valorizando e construindo uma real cultura na sua empresa."

A palestrante ainda relacionou seu conteúdo com os negócios: “Uma coisa comum é ouvirmos nas organizações que ninguém é insubstituível. Todos são insubstituíveis. Cada pessoa que a gente desenvolve numa empresa é única e quando a desenvolvemos estamos promovendo seu cérebro.” Carla ainda esclarece que o que faz uma pessoa mudar de comportamento é quando seu cérebro faz novas conexões, que perduram.

“O jeito que a gente ensina não muda comportamento. O único jeito de uma pessoa mudar o comportamento é quando ela atinge a intenção que deseja”. Para desenvolver pessoas, portanto, é mais do que necessário engajá-las na intenção do negócio e alinhar o processo com suas próprias motivações.

Dessa forma, a neurocientista trouxe uma palestra instigante e provocadora, que usou do bom humor para incentivar o público a sentir mais o que pensa o próximo e, consequentemente, construir vínculos emotivos independentemente do âmbito, seja profissional, seja pessoal.

 

Anote na agenda: já temos a data do próximo evento

Ao subir no palco para agradecer pela noite inspiradora, Daniel Rodrigues e Ana Carolina Verdi Braga já deixaram compartilharam a data do próximo grande evento de aniversário: os “17 anos de Conexões!” vai acontecer no dia 17 de setembro de 2020!

Veja a galeria de fotografias do evento aqui.

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